Review de Coprólitos do Marcatti

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Marcatti sempre foi um autor independente que fez sua própria história e se mantém na ativa ainda hoje com iniciativas louváveis e mantendo o seu pioneirismo na publicação autoral independente.

Sua última iniciativa foi o lançamento de uma coletânea dos melhores e mais escatológicos quadrinhos de uma longa produção, principalmente dos anos 1980 e 1990, pelos sistema de crowdfunding da Catarse.

Ultimamente temos encontrados várias iniciativas de lançamentos de quadrinhos autorais pelo sistema de financiamento coletivo no Brasil. Algumas acabam não vingando, mas quando temos um autor já mais estabelecido, como foi o caso do Marcatti, o projeto extrapolou a quantia necessária e arrecadou mais do que o dobro exigido.

Mas como não participei do projeto, acabei adquirindo meu exemplar no próprio site que Marcatti mantém e que você pode também adquirir outras obras dele.

O álbum Coprólitos tem a marca de ter sido impresso de maneira quase que artesanal, um meio termo entre o fanzine xerocopiado e a produção profissional gráfica. Além da qualidade das obras reunidas, além de uma divertida leitura, revela um cuidado e esmero com a produção gráfica, seja pelo cuidado com a tipografia ou pelo índice remissivo de suas obras.

Dos seus quadrinhos é bom avisar: quem não curte escatologia é melhor não adquirir. Se eu tivesse criado aqui um sistema de avaliação de quadrinhos, daria nota máxima tanto pela iniciativa quanto pelo valor da obra do Marcatti.

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Coprólitos por Marcatti: unboxing!

Outra aquisição que fiz no começo do mês passado e que chegou também nesta semana é o novo álbum do Marcatti, o Coprólitos

Meio que por acaso fiquei sabendo deste lançamento através do site Catarse que promoveu o projeto deste quadrinho com financiamento coletivo, mas já havia encerrado o prazo. Como tinha alguns exemplares antigos do Marcatti e não podia ficar sem este quadrinho dele, fui no site do Marcatti e lá fiz a compra do álbum Coprólitos. Aproveitei o frete gratuito e adquiri também o álbum Mariposa, este editado pela Conrad.

O bacana é que este álbum foi todo impresso de modo artesanal pelo próprio Marcatti, reunindo toda a sua produção entre 1986 e 1992.

Em breve farei um review detalhado dos álbuns e fiquem com o unboxing das edições:

 

Lodo, Ventosa, Editora Pro-C

Outro dia comentei sobre o Marcatti e suas publicações independentes, e fuçando no meu baú – na verdade uma caixa de papelão de mudança – encontrei as revistas que tenho dele.

Não tem muito o que falar sobre o trabalho do Marcatti, e se você fizer uma pesquisa rápida na internet vai encontrar coisa muito melhor sobre o trabalho dele do que eu escrevendo.

Mas o que eu quero mostrar são as revistas que tenho do Marcatti, adquiridas pelo correio no começo de 1990. Nesta época eu era bem “jovenzinho” e confesso que às vezes ficava meio chocado com suas histórias de temáticas adultas, envolvendo sexo, escatologia, contestação, libertinagem e coisas fora do senso comum.

Eu ainda era um jovem leitor oriundo dos gibis de super-heróis entrar em contato com este mundo “marginal” foi como uma viagem de descoberta para o verdadeiro quadrinho autoral.

Estas influências de uma certa forma até hoje existem na minha procura por revistas em quadrinhos que coleciono, pois não dá para você investir todo seu “suado” dinheiro comprando qualquer coisa.

Mas apreciem estas fotos que tirei destas revistas:

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