Bookman: app de leitura de quadrinhos no iPad

O iOS continua sendo o melhor sistema para uso em tablets, pois seu ecossistema de apps é muito melhor que os tablets Android, que ainda ficam muito a dever em termos de design e lançamento de novos aplicativos, pois em sua imensa maioria os desenvolvedores lançam primeiro seus apps para iOS e posteriormente para Android.

Tanto é que pelo meu exemplo ainda continuo usando um iPad de primeira geração, que ficou parado no tempo com o iOS 5.1.1 mas continua sendo perfeito para a leitura da minha coleção digital de gibis.

Mesmo comparando com certos apps disponíveis atualmente, o Bookman continua sendo o melhor e mais simples aplicativo para leitura de quadrinhos. É leve, simples de usar e não tem segredos; nem depende de estar conectado para passar o tempo lendo seus gibis.

Pela internet consegui baixar muita coisa que nunca havia lido na vida, principalmente edições antigas e que não são mais editadas pelas editoras. Assim o Bookman se torna o app ideal para ler meus quadrinhos.

Para você entender a facilidade que é o app Bookman para leitura de quadrinhos, segue um pequeno tutorial para entender seu funcionamento.

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O app Bookman é encontrado na Appstore da Apple por $2,99 doletas para iPad e $1,99 doletas para iPhone. Logicamente em uma certa promoção, consegui comprar por $0,99 doletas, pois sou muito pão duro para gastar meu dinheiro.

 

Bookman no iTunes

Bookman no iTunes

Depois que você instala o Bookman no iPad, para transferir os arquivos será preciso conectar seu iPad ao computador, abrir o iTunes e na aba aplicativos encontrar o app e inserir manualmente os arquivos que você deseja manter para leitura no iPad. Note que os arquivos .cbr são muito leves e permite ter uma extensa biblioteca ocupando muito pouco espaço na memória.

Biblioteca do Bookman

Biblioteca do Bookman

Assim que você transferir seus arquivos, ao abrir o Bookman no iPad você tem duas possibilidades de visualizar seus gibis: um é imitando uma estante com as respectivas capas de gibis.

Biblioteca no Bookman

Biblioteca do Bookman

Outra possibilidade é exibir seus arquivos em lista, com o título de cada revista e o andamento de leitura de cada revista. Esta eu considero a melhor pois você pode acompanhar de fato onde parou em cada revista, sem se perder com tantos títulos.

Tales to Antonish

Tales to Astonish

Quando você clica em um arquivo, a página se abre exatamente no momento em que você parou anteriormente a sua leitura.

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Quando você clica no meio da página, ela abre um menu com a visualização de todas as páginas onde permite que você localize uma página específica ou volte atrás para recomeçar a leitura.

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Em settings você tem a possibilidade de alterar algumas configurações do app, além de criar bookmarks, compartilhar nas redes sociais alguma página e mudar a aparência, entre outras coisas.

Você pode encontrar o app neste link. Boa diversão!

Bookman: o melhor app para leitura de quadrinhos no iPad

Ipad no banheiro

Ipad

Tenho um iPad 1 desde o seu lançamento, no longínquo ano de 2010, com 32 GB de memória e no modelo Wifi. O principal motivo que me levou a comprá-lo foi a possibilidade de ler quadrinhos no iPad, por isso a opção com 32 GB de memória, pois assim poderia levar quase toda minha coleção digital por aí, sem depender sempre de uma conexão pela internet para baixar algo para leitura, ou então de sempre sincronizar pelo computador os arquivos necessários para leitura.

De lá pra cá, muitos lançamentos de modelos novos de iPad aconteceram, a concorrência se mexeu, os preços caíram, o iOS evoluiu, o Palmeiras voltou para a 1a. divisão, mas o meu iPad de primeira geração continua firme e forte. Mesmo sendo caro no Brasil, o iPad vale todo o preço que se paga por ele. Até hoje a bateria do iPad 1 continua boa, o sistema iOS continua estável e mesmo ainda sem as recentes atualizações o iPad 1 dá para o gasto.

Em comparação com os tablets Android, o iOS 5.1.1 presente no iPad 1 não faz feio ainda e o hardware da maçã verde é impecável. Cheguei até a comprar um tablet da Asus de 7 polegadas, mas mesmo sendo barato me arrependo até hoje da compra, de tão ruim que ele é. Gostaria de devolver para a fabricante e receber meu dinheiro de volta.

Ma voltando ao assunto principal deste post: qual aplicativo seria o melhor para ler meus quadrinhos no iPad?

Fazendo uma pesquisa pela web, cheguei a um aplicativo meio desconhecido mas que quando entrou em promoção de $2,99 para $0,99 centavos de dólar, sem pensar duas vezes, acabei comprando.

Este app se chama Bookman e você pode conhecer melhor pelo seu site.

Sinceramente é o melhor app para leitura de quadrinhos, poi aceita os mais variados formatos da sua coleção pirata de gibis digitais: .pdf, .cbr, .zip files, .cbz, .rar. O único porém é que quadrinhos escaneados em .jpeg não são reconhecidos pelo app.

Bookman

Bookman

Mas o melhor arquivo de leitura de quadrinhos é o formato .cbr pois além da boa qualidade de imagem, o tamanho é relativamente pequeno em comparação com .pdf ou .jpeg. Ou seja sua coleção pode aumentar cada vez mais, com tamanhos de arquivos menores ocupando o seu HD do computador ou serviços de backup na nuvem como o Dropbox ou Cloud Drive.

 

Quadrinhos digital: ComicRack para ruindows

comicrackNa busca incessante de se ler quadrinhos nos dispositivos móveis dos mais variáveis, encontramos inúmeros apps para tablets e smartphones, além de programas próprios para computador.

No caso do ruindows o melhor programa gratuito é o ComicRack, que permite organizar toda a sua biblioteca de gibis digitais seja em arquivo .cbr ou .pdf, além de permitir gravar seu ritmo de leitura e não se perder aonde estava lendo no dia anterior.

O ComicRack para ruindows tem um porém:  o visual confuso meio datado dos anos 1990. Até pegar a manha do negócio você meio que cansa do programa e já fecha logo. Nesse aspecto o advento dos dispositivos móveis e sua usabilidade é um ponto em vantagem com relação aos computadores tradicionais.

Tentando ler Animal no ComicRack

Tentando ler Animal no ComicRack

No detalhe a direita todos os seus arquivos disponíveis para leitura

Na verdade com o ComicRack você fica refém do mouse: é tanto clique pra lá e pra cá que chega a ser chatinho. Em compensação o ComicRack é gratuito e o app aceita doação via paypal, e quando se é de graça você até não se importa muito com os defeitos do programa.

Agora a questão é: você consegue ficar um bom tempo em frente a um computador sentado lendo um gibi? E você já teve a experiencia de levar um notebook para ler sentado no vaso do banheiro enquanto faz as sua necessidades básicas?

Eu já tive antigamente mas agora que nós temos tablets e smartphones fica meio estranho agora ir ao banheiro com um notebook.

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Review de Coprólitos do Marcatti

Capa

Capa

Marcatti sempre foi um autor independente que fez sua própria história e se mantém na ativa ainda hoje com iniciativas louváveis e mantendo o seu pioneirismo na publicação autoral independente.

Sua última iniciativa foi o lançamento de uma coletânea dos melhores e mais escatológicos quadrinhos de uma longa produção, principalmente dos anos 1980 e 1990, pelos sistema de crowdfunding da Catarse.

Ultimamente temos encontrados várias iniciativas de lançamentos de quadrinhos autorais pelo sistema de financiamento coletivo no Brasil. Algumas acabam não vingando, mas quando temos um autor já mais estabelecido, como foi o caso do Marcatti, o projeto extrapolou a quantia necessária e arrecadou mais do que o dobro exigido.

Mas como não participei do projeto, acabei adquirindo meu exemplar no próprio site que Marcatti mantém e que você pode também adquirir outras obras dele.

O álbum Coprólitos tem a marca de ter sido impresso de maneira quase que artesanal, um meio termo entre o fanzine xerocopiado e a produção profissional gráfica. Além da qualidade das obras reunidas, além de uma divertida leitura, revela um cuidado e esmero com a produção gráfica, seja pelo cuidado com a tipografia ou pelo índice remissivo de suas obras.

Dos seus quadrinhos é bom avisar: quem não curte escatologia é melhor não adquirir. Se eu tivesse criado aqui um sistema de avaliação de quadrinhos, daria nota máxima tanto pela iniciativa quanto pelo valor da obra do Marcatti.

Qual o melhor meio digital para se ler quadrinhos? Parte 3

Watchmen

Watchmen no Kindle

Depois da euforia inicial de ter um aparelho novo para a leitura de quadrinhos, o Ipad foi cansando e já demonstrava certas limitações, principalmente o peso para se ler deitado na cama.

Normalmente o tempo de leitura dispensado por mim ocorre nos momentos que antecedem ao sono; outro momento é quando você está no banheiro sentado no trono. É lógico que o bom senso recomende que você faça suas leituras sentado para entender melhor ou que ficar muito tempo no vaso faz mal a sua saúde, mas nem sempre você fica preocupado com essas coisas.

Assim, quando um parente meu falou que iria viajar aos EUA, pedi a ele que trouxesse um Kindle de segunda geração modelo keyboard. A melhor coisa que o Kindle possui é o seu peso leve, um design bacana e fácil de segurar com uma mão só.

No começo o Kindle era só para leitura de e-books, mas uns dois anos atrás com o surgimento do tablet da Amazon, foram disponibilizados em sua app store quadrinhos para compra, além de música e filmes. O aparelho mostrou-se perfeito para ler na cama, confortável e melhor até que segurar um livro aberto.

Só ficava pensando como eu poderia aproveitar melhor para a leitura de quadrinhos, já que na loja da Amazon os títulos são todos em inglês.

Kindle Comic Creator

Kindle Comic Creator

Tudo começou a mudar quando a Amazon lançou o Kindle Comic Creator para que autores independentes publicassem seus quadrinhos direto na loja da Amazon, assim como fez com os escritores de livros. Já escrevi a respeito disso antes e você pode ler aqui.

Além disso com esse programa a Amazon permitiu a qualquer um que pudesse converter seus quadrinhos em arquivos para serem lidos no Kindle, mas o principal benefício é poder desenvolver a leitura quadro a quadro, no chamado modo panel.

Como a tela do Kindle é pequena e não possui boa resolução para imagens, o modo panel é a solução adequada para se ler quadrinhos. Como o Kindle é confortável de se segurar, não cansa a sua leitura pois a tela não é iluminada como os tablets.

E como ainda tenho o modelo antigo do Kindle, acredito que por sua tela não ser touch não há os toques acidentais que fazem com que você mude sua tela de leitura sem querer.

O modo panel em ação no Kindle

O modo panel em ação no Kindle

Mas é lógico que nem tudo é perfeito: como a resolução de uma tela em e-ink não é apropriada para imagens, a forma com que você lê certas ações ficam prejudicadas na leitura, e nem toda arte fica bem na tela e-ink, principalmente os quadrinhos que abusam mais da diagramação.

Além disso o preço do Kindle no Brasil é proibitivo: R$299 por um aparelho que nos EUA custa $69 doletas no modelo mais simples. Se tiver alguém que traga de fora é uma aquisição que vale a pena.

Mas por enquanto acredito que mesmo dando um pouco de trabalho convertendo sua coleção para leitura no Kindle, acredito que seja a melhor opção para se ler gibis e poder carregar sua coleção por aí.

Como ainda não tenho o Kindle Touch, não sei dizer se a tela touch permite a leitura mais agradável, e nem se com o novo modelo de Ipad, que é mais leve, ou até mesmo com o Ipad Mini se a leitura não seja melhor.

The Phantom Lady Omnibus [Fantastic Femmes of the Comics] [Kindle Edition]

Um exemplo de gibi disponível na Amazon: “The Phantom Lady Omnibus”

Quadrinhos no Ipad: coleção Moebius da editora Nemo

Imagem A editora Nemo vem desde o seu lançamento em 2011 alcançando boas críticas no mercado de quadrinhos no Brasil, oferecendo excelentes álbuns em acabamento gráfico e trazendo autores europeus que há muito não vinham mais sendo publicados, além de outras tantas obras que continuavam inéditos por aqui.

Mas uma expectativa criada era a possibilidade deles partirem também para a publicação no formato digital, já que aqui no Brasil não encontramos muitas opções de qualidade em nossa língua.

Eu não sei exatamente desde quando começaram a oferecer tais títulos, mas está agora disponível na Apple Store a Coleção Moebius já lançada pela própria editora nas livrarias.

Encontrar tais coleções disponíveis no Ipad e também em português é uma oportunidade boa para que a gente tenha mais opções com qualidade para a leitura de quadrinhos.

Um detalhe do álbum disponível para download

Um detalhe do álbum disponível para download

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Toda a coleção Moebius disponível

Acessando via iTunes você encontra todos os álbuns disponíveis e a um preço bem camarada: $9,99 doletas. Convertendo em reais de hoje deve dar uns R$27,00. Comparando com o preço dos álbuns que são vendidos em livrarias por R$49,00 ganha-se um boa economia, principalmente se você pretende adquirir todos os livros da coleção.

O porém é que tais livros só podem ser lidos em um Ipad ou Iphone, limitando um pouco o acesso aos quadrinhos no futuro, caso você troque por outros modelos de outras marcas.

Agora é de se pensar qual o melhor investimento a se fazer: gastar um pouco mais mas ter o álbum de quadrinhos em sua estante, ou economizar um pouco e carregar tudo embaixo do braço junto com o Ipad?

E para finalizar alguns desenhos do Moebius encontrados por aí pela internet!

Auto retrato por Moebius

Auto retrato por Moebius

 

Iron Man!

Iron Man!

Qual o melhor meio digital para se ler quadrinhos? Parte 2

Ipad no banheiro

Ipad no banheiro

Quando surgiu o primeiro modelo do Ipad, tive uma vislumbre: ali estava o meu leitor de quadrinhos digital! Cansado de tanto ler quadrinhos numa tela pequena de smartphone, a tela grande e confortável de um tablet era uma maravilha.

Consegui comprar o modelo de 32 GB de memória, já pensando na quantidade de arquivos que poderia guardar no Ipad. Além do iOS ser um sistema estável e que roda tranquilo sem engasgos, o Ipad também conta com uma bateria de longa duração e uma coleção de apps para brincar, ser produtivo e levar a internet para a cama, o sofá e principalmente para ler no banheiro!

Mas com o tempo de uso foram surgindo as inconveniências.

Em primeiro veio a questão do peso do aparelho. O Ipad é leve mas com o tempo ele começa a cansar em suas mãos. E ainda era o primeiro modelo de Ipad, o mais pesado de todos, cerca de meio quilo.

Em segundo vem a tela: o brilho começa a incomodar depois de meia hora de leitura, principalmente em ambiente escuro.

Em terceiro vem a forma de colocar seus arquivos digitais no Ipad. É preciso usar um computador, acessar pelo iTunes, e marcar manualmente toda a coleção para então poder ler no Ipad. Mas se seu arquivo está em cbr é preciso adquirir um app específico para leitura.

bookman

Bookman

Na época pesquisei um pouco e adquiri o Bookman por $0,99 centavos de doletas. Só que o Bookman não permite a leitura de arquivo em jpg, somente o cbr e pdf. O app organiza bem sua coleção e você tem várias formas de montar suas coleções: por autores, por revistas, por interesse, além de ajudar a guardar quantas revistas já leu ou em que parte você parou.

Para leitura de quadrinhos em jpg tinha que transferir pelo Fotos e depois você tinha que visualizar seus quadrinhos como se fossem fotos, passando um a um as imagens. O problema é que ainda seus quadrinhos ficavam junto com suas fotos e não era uma coisa legal, pois ficavam tudo misturados.

Em quarto descobri que as cópias que você encontra pela web não tem uma boa resolução. É como baixar aquela cópia de filme pirata e para não ocupar muito espaço nem demorar tanto para baixar o arquivo só tem 600 MB, e quando você assiste se depara com uma imagem toda pixelizada e recortada. Com alguns quadrinhos acontece o mesmo e sinceramente, estraga muito o prazer da leitura.

Enfim, o Ipad proporciona muitas qualidades e conforto mas deixa a desejar em certos aspectos práticos na leitura de sua coleção de quadrinhos. Mas será que haveria mais uma outra forma de se ler gibis? Ainda temos o Kindle, mas já é assunto para um próximo post.

Bookman

Bookman

Bookman

Bookman

Revista Animal no.3

animal

Animal no. 3

Continuando com a nossa coleção da revista Animal, vamos conhecer o terceiro número, editada pela VHD Diffusion no longínquo ano de 1988.

Meu exemplar na verdade se encontra em um estado não muito apreciável, a capa está solta e a contra-capa se perdeu. As páginas estão um pouco amareladas, mas ainda continua legível. A capa trás  como destaque o personagem da série de Burton&Cyb, ampliada da história que consta na revista e publicada pela primeira vez no Brasil, escrita pelo Antonio Segura e desenhada pelo Jose Ortiz.

A revista contém 68 páginas, sendo 16 coloridas em papel especial, 32 páginas em preto e branco em papel couché e 16 páginas em papel jornal com o encarte MAU.

Esse tipo de impressão era um diferencial da Animal em relação a outras publicações e na época trazia uma diferença de qualidade que chamava muito a atenção nas bancas. Era uma maneira de mostrar ao público um quadrinho adulto, com alta qualidade artística mas com temáticas underground, ao contrário do que estávamos acostumados com revistas impressas só em papel jornal e tudo em preto e branco.

Burton&Cyb: Eu, robot. Você, escroque!

Burton&Cyb: “Eu, robot. Você, escroque!”

Assim a primeira história mostra a arte de Ortiz com todo o seu colorido e expressividade nos detalhes. Nas revistas europeias cada série tinha histórias curtas com 8 páginas, e eram publicadas periodicamente, até serem reunidas em um luxuoso álbum de quase 50 páginas em capa dura ou cartonada e colecionáveis.

A série de Burton&Cyb fez parte da invasão criativa dos autores espanhóis pelo mundo dos quadrinhos nos anos 80, sendo publicados em vários países, mas infelizmente no Brasil só foram publicados algumas poucas histórias.

Cyb

Cyb

Seus personagens são dois anti-heróis que vivem pelo universo aplicando golpes, ganhando dinheiro as custas dos outros e vivendo loucas aventuras com  os mais variados personagens extra-terrestres.

E tudo ambientado num ambiente sci-fi, que ao contrário do que se costuma encontrar em histórias do gênero, no futuro mesmo o homem indo ao espaço, os problemas continuam os mesmos: violência, roubo, putaria, etc.

Em seguida encontramos o tradicional índice da revista, com um desenho da Mariza Dias Costa, ilustradora da Folha de São Paulo. Aqui temos uma ideia geral do conteúdo da revista.

Índice

Índice

E mais um detalhe da continuação da história anterior do personagem principal trazido pela Animal: Ranxerox!

A sinopse da história até esta edição

A sinopse da história até esta edição

Continuando com outro artista publicado pela primeira vez também no Brasil o italiano Massimo Mattioli com seus personagens inspirados nos cartoons norte-americanos, mas já publicados aqui em outro post.

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Um grande artista europeu mas que dispensa apresentações é o italiano Milo Manara, com seu desenho inconfundível. Esta curta história do Manara faz parte do álbum Curtas Metragens, editado pela L&PM também em 1989, e que reuniu oito histórias com temáticas sensuais, oníricas e de fantasia, escritas e desenhadas por esse grande mestre do quadrinho mundial.

O último e trágico dia de Gori Bau e Callipigia Sister

“O último e trágico dia de Gori Bau e Callipigia Sister”

As mulheres de Milo Manara

As mulheres de Milo Manara

Em seguida encontramos a coluna de quadrinhos TAM-TAM, que também servia como um editorial e apresentava os desenhistas para os brasileiros e contava um pouco da história de cada um.

Também noticiavam algumas notícias do mundo dos quadrinhos (com certo atraso pois a periodicidade da revista não era seu forte) e assim a gente ia se inteirando sobre o que acontecia lá fora. Esse era o mundo sem a internet nos anos 1980!

TAM-TAM

TAM-TAM

E mais um detalhe da coluna TAM-TAM: a notícia da morte de Andrea Pazienza, um dos criadores de Ranxerox e até então desconhecido no Brasil.

No álbum Ranxerox, da editora Conrad, lançada em 2010 com toda a série completa, temos um artigo muito bom que conta a história por trás do surgimento da Frigidaire e pretendo também um dia escrever algo a respeito neste blog.

Ranxerox de Pazienza

Ranxerox de Pazienza

Continuando com a série Kraken escrita por Antonio Segura e desenhada magistralmente pelo Jordi Bernet, são mais outra dupla espanhola que fez sucesso pelo mundo e são muito reverenciados.

A série trata de um monstro conhecido por Kraken, que vive nos esgotos de uma gigantesca metrópole, e são patrulhados por uma polícia cujo personagem principal vai enfrentando criminosos e o lado podre da sociedade.

Na França saiu neste ano um álbum com série toda reunida, veja neste link.

Kraken

Kraken

Mais uma história do meu herói preferido: Edmundo, o Porco! Escrito por Martin Veyron e desenhado por Jean-Marc Rochette.

No original em francês Edmond le Cochon surgiu em 1978 inspirado pelo underground americano e fez sucesso na França, sendo publicado pela cultuada revista L’Écho des Savanes, e foram publicados quatro álbuns com o cínico porco entre 1980 e 1993.

 Ambientado numa fazenda, conta a história do porco Edmundo cujo trabalho é procriar as fêmeas e engordá-las para o abatedouro. Ou seja um gentle-man!

Edmundo, o Porco

Edmundo, o Porco

Sacanagem!

Sacanagem!

Surge nesta terceira edição uma seção de cartas! A comunicação com seus fiéis leitores é a base do sucesso da revista. Apesar que por conta de falta de espaço logo abandonaram a seção de cartas.

Os elogios e o quebra-pau dos leitores!

Os elogios e o quebra-pau dos leitores!

O Lobo e o Cordeiro por Bernard Chiavelli é outro representante do quadrinho francês, que iniciou sua carreira nos anos 70 e publicou em outra tradicional revista francesa Pilote.

História clássica do Lobo e o Cordeiro

História clássica do Lobo e o Cor

Final surprendente!

Final surprendente!

Mais outra novidade: Magnus com  “A parede pintada”.

Italiano cujo verdadeiro nome é Roberto Raviola, famoso por seus fumetti neri, quadrinhos noir em italiano. Veterano, iniciou sua carreira em 1964, fez várias séries de sucesso e participou de todas as revistas de quadrinhos de respeito como Métal Hurlant e L’Écho des Savane.

Mas o principal motivo pela qual está sendo publicado pela Animal é que futuramente sua obra mais insanamente divertida e pornográfica Necron será publicada em edição especial, e da qual vamos dedicar um post só para ele.

Detalhismo de Magnus nos desenhos

Detalhismo de Magnus nos desenhos

Um quadrinho de humor europeu, outro francês René Pétillon, que apresenta seu personagem Jack Palmer, um detetive que fez sua estréia em 1974 e foi sucesso na época, sendo publicado por várias revistas já citadas anteriormente.

Uma história meio tampa-buraco?

Uma história meio tampa-buraco?

E o gran finale da revista: Ranxerox! Já escrevi um pouco sobre ele antes, e já não tenho muito assunto para falar, portanto segue algumas imagens legais que selecionei. Seus autores são Tamburini e Liberatore.

Ranxerox!

Ranxerox!

Em manutenção.

Em manutenção.

Sai da frente!

Sai da frente!

No meio de amigos

No meio de amigos

No final!

No final!

E para não ficar um post muito longo, vou fazer um outro só com o encarte MAU – Feio, Sujo e Malvado desta edição.

Love and Rockets: 30 anos (e contando)

The Love and Rockets Companion: 30 Years (and Counting)

Love and Rockets

Essa notícia já é um pouco antiga, mas neste ano a Fantagraphics Books lançou um álbum comemorativo dos 30 anos da série de Love and Rockets dos irmãos Gilbert, Jaime e Mario Hernandez com 368 páginas abrangendo toda a história em quadrinhos do universo criado pelos autores, três longas entrevistas falando de tudo, sendo uma conduzida por Neil Gaiman, uma timeline da série, um checklist de cada história publicada e por qual autor e um guia dos vários personagens apresentados em Love and Rockets.

Agora a única coisa que até hoje não entendo é como uma obra dessa tenha tido tão pouco destaque aqui no Brasil. Conheci Love and Rockets pela revista Animal, comprei as revistas quando foram lançadas pela editora Record, que infelizmente não durou muito e pelo que sei até hoje esporadicamente sai um álbum ou outro destes criadores do Love and Rockets.

O livro The Love and Rockets Companion: 30 Years (and Counting) encontra-se a venda no site da Fantagraphics Books pelo valor de apenas 29 doletas, o que não é caro pelo tamamho do volume e epsero que alguma editora brasileira lance toda a coleção aqui no Brasil, já que não tivemos a oportunidade de acompanhar toda a série.

O bacana é que no site você pode baixar em pdf uma prévia do livro e que reproduzo aqui algumas páginas.

ScreenClip

A contra capa da obra

Os irmãos Hernandez

Os irmãos Hernandez

Um detalhe do quadrinho

Um detalhe do quadrinho

Timeline

Timeline

Os personagens

Os personagens

Checklist

Checklist

MUSIC FOR STREETS por Massimo Mattioli

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Animal no.3

Essa história foi publicada na revista Animal número 3 e foi desenhada pelo italiano Massimo Mattioli. Originariamente a história é colorida, mas foi publicada em preto e branco. Então resolvi dar um toque pessoal colorindo algumas cenas para dar um maior impacto na leitura.

Sobre Mattioli: nascido em 1943, fazia desenhos e histórias para revistas infantis na década de 1960, até que desbundou na Frigidaire (1980) com seus quadrinhos de desenhos animados misturados com violência gratuita, terror trash, pornografia e humor negro. Ou seja, um dos autores mais legais de se ler na Animal.

Aliás a grande inspiração da revista Animal foi também a italiana Frigidaire, da qual muitos artistas foram publicados pela primeira vez aqui no Brasil. Vide o caso do Ranxerox.

Mattioli teve um grande destaque nas páginas de Animal, fazendo parte da capa de algumas edições, sendo atração em outras e ajudando a influenciar pelo non-sense alguns desenhistas brasileiros.

Mas segue a história de Mattioli com Music for Streets!

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The end!
Isto é, é o fim, acabou!

Num futuro não muito distante colocarei aqui mais histórias de Mattioli. Aguardem!