Bookman: app de leitura de quadrinhos no iPad

O iOS continua sendo o melhor sistema para uso em tablets, pois seu ecossistema de apps é muito melhor que os tablets Android, que ainda ficam muito a dever em termos de design e lançamento de novos aplicativos, pois em sua imensa maioria os desenvolvedores lançam primeiro seus apps para iOS e posteriormente para Android.

Tanto é que pelo meu exemplo ainda continuo usando um iPad de primeira geração, que ficou parado no tempo com o iOS 5.1.1 mas continua sendo perfeito para a leitura da minha coleção digital de gibis.

Mesmo comparando com certos apps disponíveis atualmente, o Bookman continua sendo o melhor e mais simples aplicativo para leitura de quadrinhos. É leve, simples de usar e não tem segredos; nem depende de estar conectado para passar o tempo lendo seus gibis.

Pela internet consegui baixar muita coisa que nunca havia lido na vida, principalmente edições antigas e que não são mais editadas pelas editoras. Assim o Bookman se torna o app ideal para ler meus quadrinhos.

Para você entender a facilidade que é o app Bookman para leitura de quadrinhos, segue um pequeno tutorial para entender seu funcionamento.

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O app Bookman é encontrado na Appstore da Apple por $2,99 doletas para iPad e $1,99 doletas para iPhone. Logicamente em uma certa promoção, consegui comprar por $0,99 doletas, pois sou muito pão duro para gastar meu dinheiro.

 

Bookman no iTunes

Bookman no iTunes

Depois que você instala o Bookman no iPad, para transferir os arquivos será preciso conectar seu iPad ao computador, abrir o iTunes e na aba aplicativos encontrar o app e inserir manualmente os arquivos que você deseja manter para leitura no iPad. Note que os arquivos .cbr são muito leves e permite ter uma extensa biblioteca ocupando muito pouco espaço na memória.

Biblioteca do Bookman

Biblioteca do Bookman

Assim que você transferir seus arquivos, ao abrir o Bookman no iPad você tem duas possibilidades de visualizar seus gibis: um é imitando uma estante com as respectivas capas de gibis.

Biblioteca no Bookman

Biblioteca do Bookman

Outra possibilidade é exibir seus arquivos em lista, com o título de cada revista e o andamento de leitura de cada revista. Esta eu considero a melhor pois você pode acompanhar de fato onde parou em cada revista, sem se perder com tantos títulos.

Tales to Antonish

Tales to Astonish

Quando você clica em um arquivo, a página se abre exatamente no momento em que você parou anteriormente a sua leitura.

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Quando você clica no meio da página, ela abre um menu com a visualização de todas as páginas onde permite que você localize uma página específica ou volte atrás para recomeçar a leitura.

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Em settings você tem a possibilidade de alterar algumas configurações do app, além de criar bookmarks, compartilhar nas redes sociais alguma página e mudar a aparência, entre outras coisas.

Você pode encontrar o app neste link. Boa diversão!

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Bookman: o melhor app para leitura de quadrinhos no iPad

Ipad no banheiro

Ipad

Tenho um iPad 1 desde o seu lançamento, no longínquo ano de 2010, com 32 GB de memória e no modelo Wifi. O principal motivo que me levou a comprá-lo foi a possibilidade de ler quadrinhos no iPad, por isso a opção com 32 GB de memória, pois assim poderia levar quase toda minha coleção digital por aí, sem depender sempre de uma conexão pela internet para baixar algo para leitura, ou então de sempre sincronizar pelo computador os arquivos necessários para leitura.

De lá pra cá, muitos lançamentos de modelos novos de iPad aconteceram, a concorrência se mexeu, os preços caíram, o iOS evoluiu, o Palmeiras voltou para a 1a. divisão, mas o meu iPad de primeira geração continua firme e forte. Mesmo sendo caro no Brasil, o iPad vale todo o preço que se paga por ele. Até hoje a bateria do iPad 1 continua boa, o sistema iOS continua estável e mesmo ainda sem as recentes atualizações o iPad 1 dá para o gasto.

Em comparação com os tablets Android, o iOS 5.1.1 presente no iPad 1 não faz feio ainda e o hardware da maçã verde é impecável. Cheguei até a comprar um tablet da Asus de 7 polegadas, mas mesmo sendo barato me arrependo até hoje da compra, de tão ruim que ele é. Gostaria de devolver para a fabricante e receber meu dinheiro de volta.

Ma voltando ao assunto principal deste post: qual aplicativo seria o melhor para ler meus quadrinhos no iPad?

Fazendo uma pesquisa pela web, cheguei a um aplicativo meio desconhecido mas que quando entrou em promoção de $2,99 para $0,99 centavos de dólar, sem pensar duas vezes, acabei comprando.

Este app se chama Bookman e você pode conhecer melhor pelo seu site.

Sinceramente é o melhor app para leitura de quadrinhos, poi aceita os mais variados formatos da sua coleção pirata de gibis digitais: .pdf, .cbr, .zip files, .cbz, .rar. O único porém é que quadrinhos escaneados em .jpeg não são reconhecidos pelo app.

Bookman

Bookman

Mas o melhor arquivo de leitura de quadrinhos é o formato .cbr pois além da boa qualidade de imagem, o tamanho é relativamente pequeno em comparação com .pdf ou .jpeg. Ou seja sua coleção pode aumentar cada vez mais, com tamanhos de arquivos menores ocupando o seu HD do computador ou serviços de backup na nuvem como o Dropbox ou Cloud Drive.

 

Review de Coprólitos do Marcatti

Capa

Capa

Marcatti sempre foi um autor independente que fez sua própria história e se mantém na ativa ainda hoje com iniciativas louváveis e mantendo o seu pioneirismo na publicação autoral independente.

Sua última iniciativa foi o lançamento de uma coletânea dos melhores e mais escatológicos quadrinhos de uma longa produção, principalmente dos anos 1980 e 1990, pelos sistema de crowdfunding da Catarse.

Ultimamente temos encontrados várias iniciativas de lançamentos de quadrinhos autorais pelo sistema de financiamento coletivo no Brasil. Algumas acabam não vingando, mas quando temos um autor já mais estabelecido, como foi o caso do Marcatti, o projeto extrapolou a quantia necessária e arrecadou mais do que o dobro exigido.

Mas como não participei do projeto, acabei adquirindo meu exemplar no próprio site que Marcatti mantém e que você pode também adquirir outras obras dele.

O álbum Coprólitos tem a marca de ter sido impresso de maneira quase que artesanal, um meio termo entre o fanzine xerocopiado e a produção profissional gráfica. Além da qualidade das obras reunidas, além de uma divertida leitura, revela um cuidado e esmero com a produção gráfica, seja pelo cuidado com a tipografia ou pelo índice remissivo de suas obras.

Dos seus quadrinhos é bom avisar: quem não curte escatologia é melhor não adquirir. Se eu tivesse criado aqui um sistema de avaliação de quadrinhos, daria nota máxima tanto pela iniciativa quanto pelo valor da obra do Marcatti.

Revista Chiclete com Banana no. 1 do Angeli

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Chiclete com Banana número 1 – 2a. edição

A revista Chiclete com Banana faz parte da história do quadrinho nacional recente. Sem a existência desta revista, do seu autor Angeli e dos seus personagens, posso afirmar com certeza que não haveria um quadrinho nacional independente e nem teríamos um amplo público de quadrinho no Brasil.

A Chiclete com Banana foi com certeza o lançamento mais importante da editora Circo, do Toninho Mendes. E nasceu num momento histórico importante no Brasil: Tancredo Neves é eleito indiretamente o primeiro presidente após a ditadura militar, acaba falecendo logo em seguida para dar lugar a José Sarney – que aliás até hoje vive na confortável sombra do poder político – e sobrevive entre 1985  a 1990 enfrentando os mais variados planos econômicos do governo.

O número 1 de Chiclete com Banana foi às bancas em outubro de 1985, quando entrou em cena a chamada Nova República. Depois de 21 anos de ditadura, os generais trocavam a farda pelo pijama. Cambaleante, o país tentava respirar. Em suas 24 edições, a revista presenciou a volta das eleições diretas, o recuo da sacanagem por causa da aids, a inflação delirante, o movimento punk, o congelamento de preços, o modismo new wave e, por incrível que pareça, quatro moedas circulantes: o cruzado, o cruzado novo, a URV e o real” (Antologia Chiclete com Banana, no. 1 Junho de 2000, editora Devir).

O sucesso de Chiclete com Banana era explicado por sua tiragem: inicialmente com tiragem de 20.000 exemplares, pulou para 40.000 na terceira edição e chegou a 110.000 exemplares entre os números 7 e 8, para então se estabilizar nos 60.000 exemplares. E tudo isso com uma periodicidade meio que bimestral, além de algumas edições especiais.

Eu comecei a colecionar a Chiclete com Banana somente no número sete, poia até então ignorava completamente esse tipo de revista. Mas fui começar a gostar de verdade  quando a revista mudou um pouco sua linha editorial, abrindo para mais colaboradores, inserindo mais textos e até colocando um papel melhor e algumas cores. Mas aí já estávamos na 16a. edição.

Com o sucesso da Chiclete com Banana era difícil encontrar nas bancas exemplares usados, então quando a própria editora Circo relançou seus primeiros números é que tive a chance de completar minha coleção.

Editorial da segunda edição da primeira edição. Entendeu?

Editorial da segunda edição da primeira edição. Entendeu?

Página 2 da Chiclete com Banana: Hit Parade

Página 2 da Chiclete com Banana: Hit Parade

Página 3

Página 3

Página 4 - Os créditos da Chiclete com Banana: uma revista quase feita por um homem só.

Página 4 – Os créditos da Chiclete com Banana: uma revista quase feita por um homem só.

Percebam que esta edição não foi muito bem impressa na gráfica: as páginas estão “lavadas” e o preto não é preto.

Um detalhe dos créditos da revista

Um detalhe dos créditos da revista

E apresentando o personagem principal: Bob Cuspe!

Página 5: Bob Cuspe para prefeito! A idéia do voto nulo toma forma!

Página 5: Bob Cuspe para prefeito! A idéia do voto nulo toma forma!

Mas a história do Bob Cuspe vou deixar para um próximo post, assim como o restante da edição.

As informações sobre a Chiclete com Banana e a história do país peguei emprestadas de uma tese muito bacana de uma estudante que publicou seu mestrado em 2012. Você pode baixar essa tese aqui.

 

 

 

 

 

Let’s Go! Ping Pong Club – capítulo 1

Conforme o prometido, aqui vai a primeira página do mangá de “Let’s Go! Ping Pong Club”.

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A segunda página de “Ike! Inachu Takyubu” com a apresentação da história.

No Japão as séries de mangas normalmente são publicadas em revistas semanais de grandes tiragens, impressas em papel jornal com tiragens na casa do milhão, e muitas vezes são descartáveis.

Depois as editoras publicam as histórias reunidas em livros e que são vendidas nas livrarias, quando é a oportunidade de reunir a sua coleção dos personagens dos quais você realmente aprecia.

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Título do primeiro capítulo: “Prédio da escola dos seis”

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O prédio da escola dos estudantes do ensino médio no Japão. Em seguida a sala dos alunos que participam do clube de Ping Pong.

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Apresentando os personagens principais: Takeda, o líder da turma de Ping Pong. Em seguida temos Maeno, um dos participantes (um maluco-pervertido) da turma de Ping Pong.

Maeno: “Hei! Takeda!”

Takeda: “O que foi?”

Maeno: “Você quer experimentar pegar um dos meus novos saques?” – Maeno é um grande pervertido que acredita que sabe alguma coisa.

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Takeda: “O que foi? Mais outro saque esquisito?”

Maeno: “Não! Agora é um saque de verdade!”

Maeno: “He, he, he!” (risada sarcástica)

Clima de suspense!

Acompanhe no próximo capítulo!

E não custa lembrar: em japones lê-se o quadro primeiro da direita para a esquerda! E as letras em japones estão na vertical, sempre obedecendo a leitura da direita para a esquerda também.

Fanzine Psiu: edição especial sobre Deus

Outro dia escrevi sobre minha pequena contribuição na edição especial de quadrinhos sobre Deus do fanzine Psiu, do qual guardo com muito carinho este exemplar e acredito que ainda hoje não houve trabalho igual seja no meio alternativo quanto no mercado comum.

Assim gostaria de mostrar mais alguns detalhes desta edição que a torna tão especial para mim.

Em primeiro vem a capa. Lembrando que na época não foi feito uma capa de verdade, pela quantidade de páginas e pelos custos de produção gráficos, ficando a cargo de cada um a responsabilidade de fazer a sua.

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Após a capa encontramos o índice com a relação dos autores participantes. No detalhe do desenho o autor Edgard Guimarães presente.

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Agora em ordem alfabética os participantes, Encontramos muitos amadores mas temos alguns mais conhecidos.

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Nos créditos os agradecimentos aos participantes e ao personagem principal.

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No prefácio do álbum percebam mais um desenho do editor Edgard Guimarães, como um personagem que está presente ao longo da edição, desde o índice, e que reforça a ideia do fanzine como obra autoral.

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Um dos pontos altos é um extenso artigo sobre Deus como personagem, tema e referencia na história em quadrinhos brasileira ao longo da história, com imagens, dados e referencias, um verdadeiro tratado sobre o assunto. Além das histórias em quadrinhos, esta é a parte mais bacana da leitura.

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No detalhe um cartum do Jaguar presente no artigo, e que curto muito.

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Outra parte é uma seleção de histórias já publicadas nas revistas sobre o tema Deus e que capricham mais ainda na riqueza da edição, contando um apanhado de artistas com os mais variados estilos e interpretações sobre o personagem divino.

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Um autor nacional que gosto muito é o Luiz Gê, uma pena que anda meio sumido da cena de quadrinhos mais recente.

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Mais um pequeno artigo, desta vez discutindo como Deus se apresenta no mundo dos super-heróis e se eles mesmos pelos super poderes que apresentam não seriam deuses sobre a Terra.

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No final da edição, uma parte importante é o currículo resumido de cada autor que retrata historicamente o que cada um produzia na época e nos dá uma ideia da cena independente da época.

Como não poderia deixar de registrar, mais uma foto sobre a minha presença neste álbum independente.

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Confira aqui uma entrevista com Edgard Guimarães e seu trabalho nos fanzines.

 

Revista Chiclete com Banana e Los Tres Amigos

A revista Chiclete com Banana surgiu nos anos 1980 em um importante momento histórico do Brasil: o início da redemocratização e o surgimento de uma cena editorial que revelou novos autores e várias novas revistas nas bancas brasileiras. Sua trajetória foi de outubro de 1985 a novembro de 1990, com exatos 24 números e algumas edições especiais.

Dentro destas edições especiais lançadas existe uma sobre Los Tres Amigos, que reúnem os artistas LaerteGlauco e Angeli em divertidas e hilárias aventuras que representam o melhor de cada desenhista.

Esta edição na verdade é uma re-edição da 1a. edição especial sobre os Los Tres Amigos, mas em formato grande, com cerca de 34 cm por 25,5 cm, um tamanho diferente do comum e que se destacava nas bancas por justamente não caber nas prateleiras normais. Uma iniciativa editorial digna de respeito.

Seguem as fotos da publicação:

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A capa. Notem o preço: Cr$4.000,00 !!

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Um editorial na página 2 e o índice das histórias.

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O índice da edição em detalhes. A foto com Los Tres Amigos é impagável!

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A primeira história “Paris, Texas” que conta a origem do grupo.

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A segunda história  ”León no Perdona!” que apresenta o temível León de Tchácara!

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Na página 15 “Sangre de un Pueblo!” ou melhor dizendo “Glauquito es un hijo da puta!”.

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Na história seguinte “Adondestará Laertón?”, percebam na página anterior uma foto de abertura para cada história. Um capricho editorial.

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Na página central da revista um verdadeiro poster com o desenho dos três artistas: “Vai hablando PepeLegal!”

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O temível “El Gran Manú”!!

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“Duelo de Chihuauas”, com participações especiais de Clark Kent e Jimmy Olsen. Mais no final também aparece o Fantasma.

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Por fim a última história “Por um puñado de Miguelitos”.

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No final da edição encontra-se os créditos. Só não descobri a data certa da edição.

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Na contra-capa o lay-out de outra edição especial em formato grande, que também possuo e fico devendo um post sobre esta revista também.

Leitura de Quadrinhos no Kindle

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O Kindle foi uma encomenda feita ao meu primo que acabou me dando de presente quando foi a uma viagem aos EUA em 2010. Apesar do formato de arquivo proprietário de e-book, ainda considero o melhor reader para leitura pelo design e software.

Uma atualização no inicio do ano possibilitou a leitura de arquivo em quadrinhos, e alguns meses atras a Amazon soltou um software para edição de quadrinhos e publicação dos mesmos para sua loja, mas que também permite que seus comic books sejam adaptados para leitura quadro a quadro no Kindle. Esta é mais uma funcionalidade que trouxe ainda mais utilidade ao meu Kindle. O porém é que as imagens não ficam em uma boa resolução, sendo mais fácil a leitura quando se adaptam histórias em quadrinhos mais antigas, como nos formatinhos da editora Abril e suas cores mais chapadas e letras um pouco maiores.

Enfim, mais uma forma de se apreciar os quadrinhos que não sejam somente no papel.