Love and Rockets: 30 anos (e contando)

The Love and Rockets Companion: 30 Years (and Counting)

Love and Rockets

Essa notícia já é um pouco antiga, mas neste ano a Fantagraphics Books lançou um álbum comemorativo dos 30 anos da série de Love and Rockets dos irmãos Gilbert, Jaime e Mario Hernandez com 368 páginas abrangendo toda a história em quadrinhos do universo criado pelos autores, três longas entrevistas falando de tudo, sendo uma conduzida por Neil Gaiman, uma timeline da série, um checklist de cada história publicada e por qual autor e um guia dos vários personagens apresentados em Love and Rockets.

Agora a única coisa que até hoje não entendo é como uma obra dessa tenha tido tão pouco destaque aqui no Brasil. Conheci Love and Rockets pela revista Animal, comprei as revistas quando foram lançadas pela editora Record, que infelizmente não durou muito e pelo que sei até hoje esporadicamente sai um álbum ou outro destes criadores do Love and Rockets.

O livro The Love and Rockets Companion: 30 Years (and Counting) encontra-se a venda no site da Fantagraphics Books pelo valor de apenas 29 doletas, o que não é caro pelo tamamho do volume e epsero que alguma editora brasileira lance toda a coleção aqui no Brasil, já que não tivemos a oportunidade de acompanhar toda a série.

O bacana é que no site você pode baixar em pdf uma prévia do livro e que reproduzo aqui algumas páginas.

ScreenClip

A contra capa da obra

Os irmãos Hernandez

Os irmãos Hernandez

Um detalhe do quadrinho

Um detalhe do quadrinho

Timeline

Timeline

Os personagens

Os personagens

Checklist

Checklist

Bienal do Livro do Rio de Janeiro: Reinhard Kleist e o quadrinho alemão

Em 31 de agosto aproveitei o tempo para visitar a Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro, e minha intenção era conferir alguns lançamentos em quadrinhos, fazer umas compras e descobrir coisas novas. Pensei que aproveitaria o tempo o máximo que fosse possível, mas o transito na cidade do Rio, as obras nas vias publicas para chegar até o Rio Centro, a fila enorme para entrar na Bienal, acabou me tirando todo o tempo que achei que dispunha.

Havia tanta gente naquela Bienal que não consegui aproveitar quase nada, mas passando pela exposição dedicada a Alemanha havia um espaço reservado ao quadrinho alemão. Além de alguns álbuns expostos, o destaque foi a presença de Reinhard Kleist, autor alemão conhecido por algumas obras já traduzidas para o Brasil e que nesta Bienal, através da Editora 8inverso, está lançando sua obra O boxeador. Sobre o autor e suas obras eu aconselho visitar este link que está muito completo e explica melhor sobre sua arte.

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A oficina de quadrinhos que Kleist ministrou antes da palestra.

Consegui participar da palestra de Kleist, onde ele apresentou a cena alemã de quadrinhos e mostrou alguns quadrinistas e suas obras, comentando detalhes de cada arte, as características e o tipo de quadrinho encontrado. Kleist na verdade representa essa nova cena alemã, que nos últimos anos vem se destacando com inovadores trabalhos e merecendo atenção até mesmo no concorrido mercado francês de quadrinhos, tornando-se destaque na própria mídia tradicional alemã e o natural reconhecimento da graphic novelcomo literatura e arte respeitada na própria Alemanha.

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Kleist comparou também uma diferença que caracteriza o quadrinho alemão em comparação, por exemplo, com a Itália. Enquanto o quadrinho italiano privilegia mais a parte artística, influência até pela arte tradicional italiana e pela escola de design, o alemão privilegia mais a história e as cenas biográficas. Uma tendência notada pelas sua próprias obras, como Cash – I See a Darkness (2006) – sobre Johnny Cash, Elvis – Die illustrierte Biographie(2007), Castro (2010) e Der Boxer (2011), todas elas baseadas em personalidades históricas e que destacam bem o mérito de serem romances gráficos.

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Kleist explica sua arte através de uma expressão: “os quadrinhos são uma verdade sentida”. Ele procura transmitir não só a parte visual, mas fazer sentir pelos desenhos toda a cena descrita, de se fazer sentir o dia a dia da vida das pessoas.

Outra informação bacana é o tempo necessário que Kleist leva para se produzir uma graphic novel: cerca de um ano e meio, entre o roteiro, as pesquisas, a arte e o produto final. Logicamente ele não fica só fazendo quadrinhos, existem outros trabalhos que ele vai alternando, mas mesmo assim ele se considera um autor rápido.

No final achei o cara muito simpático e solicito, feliz por estar mostrando sua obra aqui no Brasil, e uma pena eu não conseguir escrever mais sobre sua palestra, que foi muito legal e ampliou bastante minha visão sobre os quadrinhos de uma forma em geral.

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